terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ame. Dar-lhe o perdão.


 Amar e, além disso, encontrar espaço no tempo para perdoar; Se amor e perdão estão no mesmo barco... Será essa a razão de tanto naufrágio, ou seria o oposto, a falta de perdão que têm afundado tantos barcos mundo a fora?
Sabe uma verdade, não existe bom que esteja inaccessível ao mal. Se não há lugar ao perdão dentro do amor. Ele firma suas raízes em um solo doente. Pronto a findar.
Toda criança já quis meter o dedo na vasilha de doce, na comida em cima do fogão, a criança cresce um pouquinho e entende que aquilo é uma tremenda porcaria, mas adorava fazer, e ainda assim muitos continuam.
Crescemos, os níveis de relacionamento mudam, embora saibamos que não devemos descontar nas pessoas as frustrações, prosseguimos levando ao mundo as amarguras de um coração rasgado de feridas. Impuro, avesso ao perdão. Quando dizem que o oposto do amor é o ódio não deixa de ser verdade.
Amor mal cuidado, é aquela arvore plantada no solo doente, cresce, mas se abate com o tempo, secando ao sol, brigando com a chuva que adentra feito faca a cortar. Coração ocupado de rancor é espaço impróprio para habitar o amor. Possessão desenfreada, vira acumulo de vidas a entrar e sair, aumentando ainda mais a ferida ainda aberta. Abra espaço ao perdão, só assim o amor pode dar seus bons frutos.

[Renata Alves]

Um comentário:

  1. Não tem coisa melhor do que liberar perdão. Tudo muda, até seu semblante. Parabéns pelo blog.

    Diogopensamentos.blogspot.com

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