Aos Raros


Ao contrário de Clarice L. não sou composta de urgências, a calma me acalma, a propósito o frio me acolhe, me aquece em frases soltas, ventania de sentidos e razões, ainda tem espaço reservado as emoções bem cuidadas. Todo o ser é complexo até que alguém encontre caminhos que o simplifique. 
Lendo Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe) ainda na infância despertei a filosofia de crer além do que a visão humana me permite, afinal de contas limitação não é imposta por alguém, além de nós. Ainda que junte tudo o que há exteriormente, não é capaz de afetar cá dentro, a menos que haja permissão, e ela pode vir em uma fraqueza, abrindo brechas em meio a um conflito, a guerra maior sempre será com a mente.
Poesia me cura a alma, Deus me acolhe do mundo. Encontro-me aqui, num texto, na música, no som do teatro mágico que ecoa: “Assim como a saudade, ou uma frase perdida. Durma medo meu. Durma medo meu...”
No cantar de Nando Reis a cantar minha verdade:
“Não sei se o mundo é bom
Mas ele ficou melhor
Desde você chegou
E perguntou:
Tem lugar pra mim?”